NOSSOS BEBÊS

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Na ordem: Felipe, Hiana, Laila, Laura, Gabriel, Maria Alice, Miguel, Guilherme e Samar

Um pouco sobre nós:

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Mães de UtiNeonatal
Primeiramente Mães. Chegou a grande Hora e aconteceu o que não esperávamos, viramos mães de Uti. E ninguém, nunca, está preparado pra isso. Buscamos forças não sei onde, principalmente na fé, nos familiares, no nosso bebê que aguarda ancioso. Então não teria uma só palavra para descrever quem são as mães de Uti. Somos simplesmente mães.
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Amor

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Laura

Laura
PÁGINA AINDA EM CONSTRUCAO

Laura

Nascida em 20 de Junho de 2015 com 35 semanas e 4 dias
Pesando 2.500 kg
Medindo 45 cm.
Bem, estou aqui para falar de Laura, mas antes não teria como não falar e explicar que somos.

Eu, jamily, a mae, 31 anos, casada com Guilherme, o pai, 35 anos. 

Estamos juntos desde 1999. 
Começamos a namorar no primeiro ano do colégio, passamos tudo juntos, namoro, noivado até o casamento que foi realizado no dia  14 de maio de 2005, na Igreja do Carmo em Angra dos Reis- RJ.
 


Em 2007 comemoramos a chegada do nosso primeiro baby.
Ricardo, 7 anos, nasceu em 14 de junho de 2007. 

E aqui em 2014 começa a história de Laura.

Depois de muitos anos juntos nos tivemos nossos probleminha e depois de uma separação e reconciliação o Ricardo começou a pedir um irmão.

Eu sempre expliquei as possibilidades, já que fiz tratamento pra engravidar do Ricardo as chances, confirmada pelos médicos era que não conseguiria engravidar novamente sem tratamento e assim segurança anos sem proteção alguma. 

Em 2013 consegui, eu não, meu pai me deu de presente a minha tão sonhada cirurgia plástica, já que engordei 30 kg na gravidez do RIcardo.
Pronto foi um sonho realizado. A auto estima tava em alta. Tudo dando certo, me sentindo linda. 
E Ricardo sempre pedindo irmão. Ai brinquei com ele: peça a papai do céu, só ele pode realizar seu pedido, já que mamãe não consegue engravidar com facilidade.

E engraçado é que em toda oração na hora de agradecer e pedir algo ele sempre falava que queria  irmão e eu pensava: se a fé dele for tão grande a realizar esse pedido não saberia o que fazer já que tinha 1 ano de cirurgia abdominoplastia e silicone nos seios.

Daí tinha ficado de refazer a cirurgia dos seios e desmarquei porque iria viajar e queria mais tempo. Bem foi a salvação. Depois de muito falarem que tava muito solonenta e estranhar a mudança na alimentação, eu, comendo fruta com vontade, só poderia ser desejo. 

Ai vem a notícia através de um exame forçado kkk de urina que tava mesmo grávida, fiquei com uma mistura de sentimentos estranhos, medo, alegria, preocupação, tudo junto e misturado.

Mesmo assim decidi não contar ao Ricardo até o exame de sangue, fiquei com medo de engano, já que quando tava grávida dele fiz dois exames de urina e deram negativo estando grávida, achei que esse poderia tbem estar o contrario.
Na hora fiquei assim: dois tracinhos? Mas ta com defeito um claro e outro escuro? Só acontece comigo.
Ai veio a confirmação do exame de sangue. 
O pai não conseguia acreditar. 
Os olhos dele era igual do tio Patinhas, girava só cifrão.
Depois veio só alegria. Contamos a todos que ficaram super radiantes.
E junto com isso a preocupação
E agora a cirurgia?
Será que terá espaço pra ela desenvolver?
Em todas as minhas consultas essa era a primeira pergunta e todos falaram que não tinha com que me preocupar.
Morando longe da família e não confiando nos médicos fiquei PULANDO de médico em médico não confiava em nenhum.
Os meses passando e nada.
Quando resolvi que iria para o Rio de Janeiro ter ela perto da família e com médico de confiança, conseguimos uma indicação da dra. Gisela no Hospital Memorial São José.
Ligamos por indicação e contei meu sofrimento, foi quando ela disse que não tinha mais vaga, mas que iria me consultar de encaixe dois dias depois. Fomos lá, e tinha uma ultra de uma semana atras, mesmo assim ela pediu outra.
Fomos pra casa e tentei marcar e nunca tinha vaga. 


Nesse tempo ficava eu maluca aqui e deixando todos os familiares doidos no RJ. Minha mãe já estava com passagem comprada para vir dia 14 de junho (NIVER DO RICARDO), Ee chegou bem na hora do chá de bebe que produzimos junto, já que tinha medo de nascer a qualquer hora.

E que bom que a vovó veio, porque ajudou e muito a organizar as coisas e cuidar do Ricardo por mim. 

Consegui uma vaga pro dia 23 de Junho e liguei pra ela, mas ela disse: "Faz o seguinte, estou de plantão na emergência no Hospital Memorial São José, me encontra lá amanhã, lá peço sua ultra e marcamos o parto.
Bem, foi o que fiz, cheguei lá e a procurei, por zap ela pediu que fizesse uma ficha e esperasse, foi isso que fiz, o mais engraçado que ela foi até emergência me procurar e nem lembrava de mim, isso pq fui a uma unica consulta a dois dias atras. Me identifiquei e ela mandou eu ir fazer a ultra. E lá fui eu...
Chegando minha vez, la vem o médico e começa o exame, e a cara dele não era das melhores. Pensou daqui, dali e eu só olhava pro Guilherme achando estranho, mas na hora só pensei: esses médicos novinhos, aff!. 
Derrepente ele falou: "Mãe vou aumentar o som, mas não se preoucupe não acho que vc seja surda, eu que quero ouvir melhor. 
Eu concordei com a cabeça. 
E ele ouviu, olhou pra mim e disse:"não estou gostando do que estou ouvindo",
" vc fez todas ultras e nunca te falaram nada"
Eu disse: "não tudo normal"

Ele perguntou: Sua doutora está ai?
Eu respondi: Sim, na emergencia, Dra. Gisela.
Ele: Então vou falar com ela, porque pelo que somei aqui você está quase sem água. Espera ai fora mas pelo que vi você se prepara pra ficar.
Eu e Guilherme ficamos tenso e esperando ele ir falar com a dra. esperei, esperei e nada, queria falar com minha mãe e Gui não deixou. Ficamos aguardando pensando que no máximo ficaria em repouso. Quando cansei de não ter notícias, mandei zap pra dra. e ela mandou eu descer pra emergência, ai fui até o atendimento e perguntei da ultra e eles informaram que ela já tinha descido pra ser entregue a dra.
Pronto chegamos diante da médica e disse: dra a ultra ta aqui ele disse que queria falar com a sra, ele conseguiu. Ela fez a pegar o telefone e ligar pra equipe dela dizendo: Vcs estão preparados, estou mandando subir uma paciente.
Eu perguntei: Aconteceu algo, dra. Alguma de suas pacientes tão de urgencia?
Ela disse: Vc menina, vai parir.

Olhei pro gui e falei: e vc não me fala nada, assim, tenho que ligar pra todo mundo. Nesse momento Gui quase desmaiava e ela mandou ele sentar.
Eu falei: Vc não vai nem falar com o médico da ultra?
Ela responde: Não. Quando ele diz isso, que quer falar comigo, é pq é emergência, preciso é cuidar de vcs.
E assim foi o corre corre, liga pra mãe, ela não atende, liga pra madrinha Thamys que quase desmaia e corre pra avisar minha mãe. E fui pra sala de repouso enquanto esperava liberação do plano.
Chegou mãe, Thamys, Bella, e a confirmação da liberação e fomos nós pro quarto.
Bem, Com 35 semanas lá estava eu prestes a uma cesariana de emergência com Laura em sofrimento fetal.
Dia 20 de Junho de 2014 as 15:37 hrs, com 35 semanas e 4 dias, pesando 2.500 kg e 45 cm, vem ao mundo Laura.

Diagnóstico: Hipertensão pulmonar, CIU + PCA + CIA (FOP) e cardiopatia congênita.

Entramos na sala cirurgica e tudo corria bem, até o momento do nascimento, pelo menos era o que eu achava, já que assim que nasceu a médica perguntou se estava com a máquina porque era pra tirar bem rápido porque ela tinha que ir urgente para encubadora.
E assim foi, tiramos a foto e o pai seguiu com ela para tirar as medidas e depois ela seguiu para UTINEO. Mas algo curioso foi quando o auxiliar médico falou: " Pai olha esse cordão umbilical ele está totalmente necreosado, não passava nada para ela, nem ar, nem alimentação, nada... e tentava esticar para colher o sangue e nem um pingo saiu.


Não lembro se foi a primeira foto.

Fui visitá-la assim que me liberaram, vi um ambiente totalmente disconhecido, frio, impessoal, logo uma técnica veio me apresentar e conversar, não lembro quem, tava atordoada, naquele momento pensei que ela ia ficar só um pouco ali, para peso, porque era prematuro, qualquer coisa mais simples, mas não, ela ia ficar ali, LUTANDO PELA VIDA.


A U.T.I
Não tirei fotos nos primeiros dias porque ainda era um ambiente desconhecido, não sabia todas as normas e a esperança era que seja saída rápida, mas depois precisei manter todos informados e pediam pra ve-la já que só os pais e avós podiam entrar e os familiares estavam longe.

Quando achei que ela ia ficar bem e que com os remédios ela logo sairia, ja que a média dos bebes são de 15 dias, to dia a esperança dela estar ali só pra ganhar peso. 

Mas não foi bem assim.
Não sei bem a ordem dos acontecidos ainda não peguei o histórico médico detalhado. Vou relatar resumido.

Sei que meu filho e esposo se agarraram na fé, todos os dias acendiam uma vela e rezavam pela saida da Laura com saúde.

E naquela noite chamaram o pai para conversar, pediram que ele deixasse uma autorização assinada, para que se fosse preciso dar uma injeção de amadurecimento do pulmão já que ela estava com insuficiência pulmonar grave, e assim ele fez, mesmo achando que não fosse necessário, mas foi. 
E que seria preciso contrarar uma cardiologista.
Mas um susto a insuficiência pulmonar e agora a cardiopatia.
Corre corre porque era véspera de feriado de São João e em Pernambuco tudo para, as pessoas viajam para o interior e fizemos diversos contatos e a médica estava a caminho de viagem voltou para atende-la. A cardiologista chegou naquele dia mesmo a noite, pelo tamanho do nosso desespero e diagnosticou o que era suspeito, estava com sopro, e precisava de medicação. E assim foi medicada. Agora mais isso.

No dia seguinte pela manhã em visita, nos foi informado que ela precisou tomar a injeção mas que isso era pra sua melhora, era preciso.

Não lembro muito ao certo, mas acho que foi com dois dias, no seu terceiro dia de UTI, foi preciso outra injeção para seu pulmão porque não estava respondendo. 
Até o momento eu nem tirava foto dela já que achava que ela ia sair rápido. 

E foi no seu terceiro dia, um dia antes da alta, que o desepero tomou conta de mim. Em uma visita vi que seu corpinho lutava, lutava e parecia não responder, a nossa enfermeira querida, Jô, veio falar comigo, que se quisesse chorar que não ficasse perto, tentei sair e o roupão não saia, olhava ela tentando respirar, e nada, o seu peito subia e descia com uma força e via ela fazer carinha de choro, mesmo que não saisse som, ela apertava os olhos que demonstrava o quanto estava sofrendo, logo pensei que ela não ia aguentar, não conseguia respirar, não abria os olhos, nem se mexia, já que tava cedada para não lutar com os aparelhos para ficar com respiração estável.
Fui pro quarto onde minha mãe estava aguardando e mesmo tentando ser forte desabei.
Chorava de soluçar e não conseguia explicar, só falava: ela não vai aguentar, mãe! 
Ela ta lutando, mas tá sofrendo!
Liguei pro pai que estava com o Ricardo em casa e deixei ele desperado, coitado!
Os dias foram se passando e não tinha mais como ficar internada, chagava o dia da alta.

Um dos momentos mais difíceis, estavam: eu, meu esposo, meu filho e minha mãe quando a médica entrou e falou: chegou a hora. Meu filho disfarçava e quando a médica olhou pra ele, ele logo escondeu o rosto e abriu a boca a chorar, soluçava o coitado, e não teve jeito, todos choraram, abraçados saimos do hospital sem nossa pequena nos braços. La ficava um pedaço da gente, uma dor e vazio ocupava nossos corações e mentes, e o silêncio tomou conta do carro a caminho de casa.
Meu maior medo tava pra acontecer, como chegar em casa, encarar o quarto arrumado sem ela nos braços, e foi assim que tentei bater de frente com o medo, abriu a porta e logo corri pro quarto. O choro era incontrolavel em todos os momentos, mas tinha outro filho pra cuidar, e que sofre também, mesmo precisando dividir seus pais, que saiam cedo e chegavam tarde, os dias foram se passando e cada hora uma novidade, uma dor.

Tentaram tirar o respirador dela uma vez e nada, via que mesmo ela com medicação, sedada, a respiração com respirador e era visivel a dificuldade de respirar, logo achava que la sentia dor, porque seu peito levantava e descia com uma velocidade.

Deram mais tempo e um certo dia a noite me falaram que achavam que ela estava pronta pra retirar o respirador. Tentaram novamente.
Fui pra casa com a felicidade estampada no rosto. Todos rezavam. 

No dia seguinte, chegamos euforicos e corri pra lá. A médica me abordou na porta e disse que queria falar comigo antes de eu entrar, me explicou que ela não conseguiu ficar respirando sozinha, que sentia muita dificuldade e dor, precisaram entubá-la novamente. Não sabia se chorava por achar que era um passo atras ou se agradecia por terem notado e tomado providencias rápidas. Sofri muito porque cada vez achei que com sua dificuldade ela poderia estar sofrendo. Cada hora de ir embora era um medo que tomava conta da gente, o medo de sair, o medo de voltar e e não ter uma boa notícia.

Dias foram passando e o tempo nos matava, cada visita as mesmas perguntas:
E ai dr. (a), como ela está?
Ela ta reagindo?
Quanto tempo vai ficar?
E as mesmas respostas:
Mãe ela está estável, seu quadro é grave, mas estável. E o tempo não podemos dizer, é o tempo dela, do corpo dela, só o tempo vai dizer.
Era um rodizio de médicos assustador, dois por dia, e uma chefe. Soube que uma médica que ficava mais a par dos acontecidos estava vaijando, e ficavam os plantonistas, e me perguntava: como em uma UTINEO, era de plantão. Em certo dia, chegou um médico que nunca tinha visto e perguntei a ele, como de praxe, como ela estava, ele chegou até mim e meu esposo e disse: Me fala sobre a Laura, o que ela tem?
Ai me deseperei, como EU que tenho de falar como ela está? O que ele ta fazendo ali. E se ela passar mal o que ele vai fazer se nem sabe qual medicamento ela toma.

Minha confusão era tanta, sem experiencia, eu e meu esposo, ficamos ali, na sala de espera da maternidade, sem conforto, sem material nem mental, sem ajuda nenhuma, jogados, dormindo sentando, esperando os horários pra entrar e não atrapalhar os procedimentos, e nada podíamos fazer, só toca-la, conversar com ela.

Até o momento que nem isso podiamos mais fazer, já que toda hora que sentia nosso toque, ouvia nossa voz sua saturação caia e seus batimentos aumentava. Seu desespero e pedido de ajuda estava sendo mostrado atraves dos aparelhos e enquanto não abria os olhos pra nos ver era nisso que a gente se agarrava.
Quando abriu os olhos pela primeira vez era uma mistura de felicidade com desespero porque demonstrou pelo olhar seu sofrimento. Pedia  socorro.

Gui ficou muito mais perto e falava com ela, sempre garantindo que ela dizia a ele que sairia dali. 

Conseguiram na terceira ou quarta vez tirar o respirador. AMÉM.




Num certo dia, falaram que ela ia tomar diurédito, porque estava com infecção.
Pense num susto! 
Cheguei na UTINEO como de padrão. Lavei as mãos, dei bom dia as meninas, coloquei a bata, cheguei perto da encubadora, e ... Nçao reconheci minha filha, achei que tinham mudado ela de lugar, olhei pra um lado, para o outro procurando ela, até que a Jo chegou até mim, calma e perguntou o que foi, e eu apontando perguntei: aquela é a Laura? E ela disse sim mãe, ela não tomou remédio, perdeu líquido.
assim a encontrei 1 kg a menos
depois do diurédico


E eu desesperada, com lágrimas nos olhos falei: Eu sai daqui e deixei minha filha saudável, gordinha e chego aqui ela ta pele e osso. O que aconteceu? E ela me disse que ela não estava gordinha, estava inchada.

O medo tomou conta de mim e aos prantos sai da UTINEO, pra sala de espera, chegando lá me agarrei ao Gui em um choro incontrolavel e ele sem entender e eu só falei pra ele ir ve-la que eu não aguentei.


Quando cheguei em uma visita, 10 dias depois dela internada, cheia de tubos, uma enfermeira me perguntou se estava com celular ali e falei que estava na sala de espera, e ela mandou que fosse buscar porque colocaria Laura no meu colo. E assim fiz, sai correndo e peguei o celular, foi quando Gui me perguntou para que queria o telefone e falei que iam colocar ela no meu colo, ai você ve o pulo que ele deu e disse: só você não, eu também, e saiu correndo quase que na minha frente. 
Como ela estava cheia de tubo seria rápido, então tirei a foto com os olhos dele na porta. Só podia entrar um de cada vez, e ele quase me tirou de lá.
Depois que tirei a foto, cheirei, beijei, apertei, corri pra ele entrar. Olhava de longe ele chorando. Quando saiu estava em um desespero que não se segurava em prantos. As pessoas em volta, assustadas, pensando que algo teria acontecido. Era muito exposto, ficavámos todos juntos na sala de espera, e sempre tinha chororo pelo susto que levávamos. 
Depois disso era somente o tempo dos remédios, de aprender respirar, para poder retirar tirar os tubos do respirador.

Em meio a tudo isso, ela precisou fazer uma micro cirugia pra passar medicação via central. E tentavam amamentar ela via sonda, mas sempre deixava resíduo.




Eu, memso tirando leite, a cada susto ele secava.
Cada iida na ordenha, aqueles quinze minutos de silencio, só eu e a máquina, era o momento de choro, de angustia, a hora que tudo vinha a tona.
Todos sentimentos se misturavam, a cada susto ele diminuia e mesmo ordenhando tres vezes ao dia não dava. Ela ainda nao mamava, estava no respirador, mesmo assim ia tirar pra acumular e quando ela precisasse teria.
Muitos dias depois precisei ir ao IMIP para pasteurizar, ja que tinha 15 dias e ela ainda não mamava.


Os tempos foram se arrastando, cada dia a mesma rotina, acordar, ir ao hospital e cada vez que se aproximava o coração disparava, chegar, entrar saber noticias, ver Laura, esperar, ver Laura, esperar, ver Laura, despedir de Laura, chegar em casa cansada e emocionalmente exausta e meu filho ja está dormindo, nem vimos ele direito. E só o que ele pede é que eu cuide dela.



Chegou a hora tão esperada tentar dar mama pra Laura, amamentar com leite materno, fazer ela sugar nos seios pela primeira vez. O coração dispara...
Sentimentos viram um burbulhão de emoções, lágrimas vem aos olhos. 
Somente Eu & Ela.
Há e toda equipe é claro.

Laura ja estava sendo amamentada por sonda e depois por copinho, já que meu leite não a sustentava e na ordenha tinha pouco, então ela entrou com fórmula.


tia JO que sempre
cuidou com
muito carinho e deu
manha pra Laura
E ela não deixava por menos, gulosa... E começou a ser chamada na UTINEO de fuchiqueira, logo porque não podia ouvir a gente que logo ficava euforica e a saturação caia, depois que emagreceu era só olhos, logo em seguida quando começou a ser amamentada porque ela até sugava sim mas parava quando ouvia conversa em volta e ficava olhando e o mais engraçado quando ela parava de mamar, ela procurava e virava o pescoço pra tras procurando as enfermeiras pra dar o copinho dela.

Depois cada momento era só xêro.

Os dias se passaram e fomos informada que Laura ia ser transferida para uma UTINEO improvisada em um quarto. Até achamos melhor, porque nascia aqui em Pernambuco quintuplos e eles iam ocupar toda ala. Ela foi transferida junto com sua amiguinha Laila. No começo ficamos preocupados com medo de não ter atenção e de ficar largada, se tivesse algo, o medo é de não dar tempo de reação e de chamar um médico. Me explicaram que ela e Laila iam porque as duas tinham o mesmo tipo de infecção. Mas enfim deu tudo certo, e ainda melhor que pensei, a atenção era até maior, mais cuidados, os dias de Laura na UTINEO estava terminando, era só o tempo do antibiotico terminar.
Estamos perto do fim.... A felicidade e medo se misturam, já que depende do corpinho dela ter reagido bem ao antibiótico, ter terminado a infecção e não precisar de mais dias.
Com isso 










Ser mãe de um já é difícil de dois então é:
Não conseguir ir mais ao banheiro, a não ser em tempo record,
Não aguentar mais de dores e sentir partes do corpo quem nem lembrava mais,
É não conseguir pintar a cabelo e parecer a velha,
É nunca mais fazer ou ter unhas bonitas, quando da tempo de fazer não pode ficar grande pra não machucar,
É não lembrar de escovou ou não os dentes,
É dormir toda torta disputando espaço com braços e pernas,
É não ter mais vida pessoal a não ser com os amiguinhos deles,
É fazer isso tudo, sentir isso tudo, não ser VC mesma e mesmo assim amar,
Pq com um sorriso acaba tudo.
Pelo menos enquanto dura o sorriso e não começa o choro e griteiro e começar tudo novamente.


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Mães de Uti